Câncer de Endométrio - Clínica Cancian - Porto Alegre

Fatores de Risco do Câncer do Endométrio

O endométrio está localizado no interior do útero e constitui a camada que descama, gerando a menstruação. Os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer nesse tecido tem a ver com o excesso de estrogênio circulante na corrente sangüínea. São fatores conhecidos de hiperestrogenismo a obesidade, o uso inadequado de reposição hormonal, o início precoce e o término tardio da menstruação, o fato não ter tido filhos, o uso de tamoxifeno. Outros fatores,  como a HNPCC (Hereditary Nonpolyposis Colorectal Cancer) e a Síndrome de Lynch também podem ser citados.

Prevenção

Nas pacientes com alto risco de desenvolvimento de câncer de endométrio o médico pode recomendar o screening precoce com exames de imagem (geralmente uma ecografia transvaginal) ou até procedimentos diagnósticos como uma amostragem de tecido endometrial para biópsia. Em pacientes de baixo risco não existe um programa bem estabelecido para rastreio, até mesmo porque esse tipo de câncer costuma dar sintomas bem precocemente, sendo a maioria diagnosticada no estadio inicial. Vale ressaltar que o exame Papanicolau, utilizado na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de colo uterino, pode em alguns casos de câncer de endométrio ter resultado alterado e indicar uma investigação mais aprofundada que gera o diagnóstico de câncer de endométrio.

Sintomas

O sintoma mais comum é o sangramento uterino anormal, geralmente em pacientes na pós menopausa. Pacientes após os 50 anos de idade que iniciaram com sangramento vaginal devem ser investigadas quanto à causa, pois até 20% delas terão o diagnóstico de câncer de endométrio.

Tratamento

O tratamento em geral é cirúrgico e sua extensão depende de algumas características do tumor (como tamanho, profundidade na camada muscular do corpo uterino, grau de diferenciação). Durante a cirurgia, geralmente é necessária a avaliação de um patologista no transoperatório para definir essas características e guiar o cirurgião em relação à necessidade de procedimentos complementares à retirada do útero, trompas e ovários (como por exemplo a retirada dos linfonodos da pelve e do retroperitônio, ou linfadenectomia). Após a cirurgia são avaliadas a necessidade de quimioterapia e de radioterapia. O tratamento sempre deve ser individualizado e realizado por um especialista.