Câncer de Mama - Clínica Cancian - Porto Alegre

Fatores de risco do Câncer de Mama

É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença (INCA, 2018) Existem vários fatores de risco relacionados à genética (mutações em determinados genes, especialmente BRCA1 e BRCA2; histórico de casos de ncer de mama em familiares consanguíneos, sobretudo em idade jovem; de câncer de ovário ou de câncer de mama em homem), à história hormonal (menarca precoce, menopausa tardia, uso de contraceptivos hormonais por longo período, uso de reposição hormonal não orientada) e relacionados ao meio ambiente e comportamentos individuais (exposição a raios X, ingestão de bebidas alcoólicas , obesidade, tabagismo).

Prevenção

Nem todos os fatores de risco são modificáveis na história do câncer de mama, mas estima-se que por meio da alimentação, manutenção de um peso saudável e atividade física (fatores modificáveis) é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. O auto-exame é sempre recomendável, como forma da mulher conhecer o seu corpo e permanecer alerta em qualquer idade, entretanto o rastreamento sistemático é recomendado no Brasil para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos, através de um exame de mamografia.

A mamografia não é um exame isento de riscos, uma vez que ela própria expõe a paciente a radiação, sendo portanto um exame a ser usado racionalmente em pacientes com fatores de risco e que desejem /necessitem iniciar seu rastreio mais precocemente.

Sintomas

Na grande maioria das vezes o sintoma mais marcante é a presença de um nódulo (ou caroço) percebido pela própria mulher no auto-exame.  Outros sinais e sintomas possíveis são alterações na pele da mama (retração ou aparência “tipo casca de laranja”), alteração nos mamilos, secreção espontânea que mancha o sutiã, e nódulos nas axilas.

Tratamento

Após a suspeita e realização de exames diagnósticos, é necessária uma biópsia para confirmação. Geralmente essa biópsia é realizada guiada por um exame de imagem (ecografia mamária), mas eventualmente pode ser necessária uma pequena cirurgia para remover mais material. Após a confirmação do diagnóstico, é planejado o tratamento que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Em determinadas situações o cirurgião pode confirmar o diagnóstico no trans-operatório (através de um exame de congelação realizado por um médico patologista) e dar seguimento ao tratamento necessário previamente discutido com a paciente; como por exemplo em casos nos quais, após realizada a biópsia do linfonodo sentinela, e confirmada a presença de doença também nos gânglios da axila, o cirurgião realiza a linfadenectomia complementar com a retirada de todas as ínguas da região que também possam guardar focos da doença. O tratamento sempre deve ser individualizado e realizado por um especialista.